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Relatório aponta que 1.000 meninas cristãs e hindus são forçadas a se converterem ao Islã a cada ano no Paquistão

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Cerca de 1.000 mulheres cristãs e hindus no Paquistão são convertidos à força ao Islã e forçadas a se casar com homens muçulmanos a cada ano, de acordo com um relatório divulgado pelo Movimento para a Solidariedade e Paz no Paquistão.
O relatório afirma que as estimativas da incidência de casamentos e conversão forçados são de 100-700 meninas cristãs e de 300 meninas hindus por ano, acrescentando que a verdadeira dimensão do problema tende a ser muito maior, visto que um grande número de casos não é relatado através do sistema jurídico para aplicação da lei.
O relatório classificou a incidência concomitante de conversões forçadas e os casamentos forçados como um crime distinto específico para as mulheres cristãs minoritárias em Punjab.

A pesquisa pelo MSP levou a descoberta de um padrão distinto:
O relatório feito pelo MSP que representa a comunidade haraza, um grupo étnico turco distinto das áreas de fronteira com o Afeganistão (compõem cerca de 13% da população no país), e pertencem ao ramo xiita do Islã e são tratados com muita desconfiança no país, aponta que após o rapto, essas meninas/mulheres cristãs são submetidas a “violência sexual, estupro, prostituição forçada,tráfico humano e sofrem abusos domésticos de forma violenta”, e quando são convocadas perante um tribunal para testemunhar, elas que foram raptadas e sofreram estes abusos desumanos (as vezes ainda quando crianças), dão uma declaração em favor de seus captores, por medo de ameaças a suas vidas ou a vida de seus familiares.

Meninas cristãs – geralmente entre as idades de 12 a 25 – são raptadas, convertidas ao islamismo, e casadas forçosamente com o sequestrador ou terceiros (para quem são “vendidas”).

A família da vítima - Segundo arquivos de um Primeiro Relatório de Informações (FIR), geralmente  quando a família chega a prestar queixa de sequestro ou estupro na delegacia de polícia local, o sequestrador, em nome da menina vítima, já registrou queixa acusando a família cristã de molestar a menina deliberadamente convertida e casada, e a família é processada por conspirar para converter a menina de volta para o cristianismo.
Após a produção nos tribunais ou perante o magistrado, a menina vítima é convidada a testemunhar se ela se converteu e casou-se de sua própria vontade ou se ela foi sequestrada.  Na maioria dos casos, a menina permanece sob custódia do sequestrador enquanto os processos judiciais são realizados.  Após o pronunciamento da garota de que ela voluntariamente converteu-se e consentiu no casamento, o caso é encerrado sem alívio para a família.
Uma vez sob a custódia do sequestrador, a menina vítima pode ser submetida à violência sexual, estupro, prostituição forçada, tráfico humano e venda e outros abusos domésticos.
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No seu relatório, a MSP (Movement for Solidarity and Peace in Pakistan) incluiu 10 casos ilustrativos de vítimas que tenham sido sujeitas a tais padrões de violência e injustiça.
O relatório descreve histórias do contexto social onde conversões e casamentos foçados ocorrem, as queixas particulares dos cristãos e outras minorias no Paquistão, incluindo as leis de blasfêmia como nas secções 295-B, e C do Código Penal paquistanês (PPC), garantias constitucionais de igual representação, sub-representação nas instituições políticas e específicas de religião, artigos da Constituição do Paquistão.
O relatório examinou as garantias legais, políticas e procedimentos para a proteção dos direitos e descreve casos ilustrativos demonstrando o padrão de violência por meio do qual a lei torna-se cúmplice no fornecimento de imunidade para os autores, a natureza complexa dos crimes associados que tornam difícil de categorizar este crime como específico de identidade religiosa.
O relatório conclui com recomendações detalhadas para os principais interessados ​​em vários níveis – nacional, provincial e local.
A MSP apelou para a ação pelo lançamento do relatório.
A organização está a mobilizar uma coalizão inclusive para aumentar a conscientização sobre esta questão.
Será a realização de eventos de divulgação nas próximas semanas no Paquistão (em colaboração com a Comissão Nacional de Justiça e Paz do Paquistão) e ao redor do mundo.

Ore por essas “meninas”, para que Deus as livre das garras desses perversos que ‘usam’ da religião como pretexto para suas maldades.  Que Deus guarde também suas famílias que são ‘impedidas’ de ajudá-las por conta de leis e autoridades inclinadas ao mal.

Publicado em IndiaToday.in
Tradução e adaptação: Joás Inacio

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